“Como desenvolver uma autoestima saudável?” É uma questão importante para a qual muitas pessoas querem resposta. Mas antes é fundamental saber o que é a autoestima, quais são os seus pilares e componentes para que possamos saber o que estamos a querer melhorar.
Autoestima Saudável
Confundimos frequentemente autoestima com imagem corporal e, assim, com os padrões de beleza. Mas o conceito de autoestima é bastante mais complexo e profundo. A autoestima traduz o modo como uma pessoa se vê e se valoriza e pode ser definida como a perceção e avaliação que uma pessoa tem de si mesma, o seu grau de apreciação, aceitação e respeito por si própria.É uma construção interna, mas muito influenciada por fatores externos.
Que influências são essas?
Afinal o que influencia o desenvolvimento da autoestima? A autoestima começa a ser desenvolvida na primeira infância com as interações com os cuidadores de referência. Assim, os pais têm um forte impacto neste conceito, e é através do seu olhar e da relação positiva que estabelecem com a criança que ela vai desenvolvendo o modelo interno de si próprio. Se os pais estabelecem com ela uma relação de respeito, se a vêem como alguém capaz e conseguem dar espaço e autonomia no seu processo de diferenciação e lhe transmitem amor, admiração e valor nesta construção, então a criança vai ter uma sensação de valorização, de que é importante e amada na sua individualidade.
Esta construção é, então, um verdadeiro escudo protetor que a acompanha a criança – e o adulto -para toda a vida.
Quais são os componentes da autoestima?
Tendo em conta o que foi referido, alguns dos principais pilares da autoestima são:
- Segurança
- Pertença – ser aceite e acolhido, com as suas semelhanças e diferenças, pelas pessoas significativas
- Propósito(s) de vida – ter objetivos.
- Sensação de capacidade e competência.
- Confiança – em si própria e nas relações significativas.
- Identidade – conhecer-se a si próprio.
A construção da autoestima está, assim, ligada à infância e à qualidade das relações estabelecidas neste período. No entanto, é importante referir que é possível resignificar a infância, desconstruindo e ampliando as experiências precoces. A intervenção psicológica tem-se mostrado eficaz neste processo, permitindo identificar relações interpessoais e o seu impacto na autoestima e também pela compreensão de como os padrões de comunicação e as dinâmicas de relações que podem estar a afetar a perceção e valorização de si próprio.
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Referências