Porque não devemos educar com base em prémios ou recompensas?

recompensas

Os prémios dizem respeito a recompensas e incluem presentes, bens materiais ou tabelas em que são atribuídos símbolos consoante o comportamento da criança e que, na minha opinião, não respeitam as crianças e não fazem sentido:

Em primeiro lugar, estes prémios são “envenenados”, porque exigem, muitas vezes, uma capacidade de autocontrolo que a criança ainda não tem. Vão exercer nela uma pressão injusta. Este controlo forçado é uma das fontes de ansiedade e até da perda de autenticidade: “Tenho de me comportar desta forma para merecer o amor dos meus cuidadores”.

Por outro lado, este tipo de educação estimula o desenvolvimento da motivação extrínseca: “faço algo porque o outro aprova, porque recebo validação externa ou porque vou receber um bem material”.

Podemos estar a criar uma criança que depende excessivamente de prémios ou que necessita de se sentir constantemente aceite e validada por tudo o que faz.

Na verdade, a criança não está fazer algo porque compreende, porque lhe faz sentido, porque tem motivação interna para o fazer.

Mais cedo ou mais tarde estas técnicas deixam de funcionar e/ou tornam-se cada vez mais custosas e exigentes para a criança e para os pais.

O que mais importa para o ser humano é o desenvolvimento da motivação intrínseca, a que vem de dentro de nós: “Faço porque quero, tenho vontade, me sinto bem em fazer, porque me faz sentido”.

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