A Curiosidade: uma competência cheia de poder

curiosidade

Em primeiro lugar, permite criar um espaço sem julgamento para uma situação que pode ser difícil para nós e para as crianças. Quanto mais a implementamos mais confortáveis vamos ficando com ela e mais a queremos usar.

Das leituras e formações sobre parentalidade esta é uma competência que guia muito a minha prática, por permitir mudar a perspetiva em relação ao comportamento dos nossos filhos.

Significa estarmos perante algo que a criança fez e parar qualquer julgamento e simplesmente tentar perceber a que necessidade ou a que impulso ela está a responder.

Uma das situações que os pais de bebés entre os 12 e os 18 meses descrevem é: “El@ já percebe bem o que faz. Está a mexer no armário e diz “não, não” e olha para nós. Está mesmo a testar os limites.”. Ao observar este comportamento com curiosidade a transformação é fantástica: vemos uma
criança pequena, ainda com pouca competência para perceber verdadeiramente o significado do “não”, está numa atitude de exploração, não dos nossos limites, mas dos limites dela própria. Podemos ver a interação que estabelece connosco: acostumada a ouvir “não” quando mexe no armário. E então, reproduz exatamente o que lhe dizemos e olha para nós na expectativa de conexão.

Esta curiosidade é válida para várias situações que nos surgem na interação com as crianças.
“Por que será que está a comportar-se assim?”, “O que será que precisa para esta atitude?” A resposta a estas questões é muito mais rica do que uma reação no momento, porque vai ajudar-nos a estabelecer ligação com a criança e a perceber a verdadeira necessidade.

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